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Gama Costa Boal tem novo branco reserva e dois varietais das castas Sousão e Tinto Cão

Outubro 2020

Estruturados, acidez viva e com capacidade de envelhecimento, os três vinhos da nossa gama Costa Boal que agora chegam ao mercado são uma lufada de ar fresco nos vinhos do Douro.

O novo branco Costa Boal Homenagem 2015 nasceu e é feito na busca da longevidade. A afirmação do enólogo da Costa Boal, Paulo Nunes, é ao mesmo tempo compromisso e desafio. Um grande vinho tem sempre que mostrar capacidade de envelhecimento. Sem a longevidade não passa no teste, argumenta Paulo Nunes, lembrando o percurso inicial dos vinhos DOC Douro, com excesso de álcool, fruta concentrada e muito madura e sem a acidez necessária ao envelhecimento do vinho.

O Douro vai fazer coisas muito melhores do que fez até agora, nomeadamente nos brancos, e a Costa Boal insere-se neste espírito, acrescenta Paulo Nunes, já distinguido como “Enólogo do ano” pelas duas revistas portuguesas da especialidade: “Estamos muito no início no que toca aos vinhos DOC Douro, especialmente nos brancos. Não me recordo de um branco do Douro entrar nas listas dos melhores do mundo das revistas internacionais da especialidade”.

Nesta lógica, o Costa Boal Homenagem 2015 é um branco que “tem muito de uma nova linha do Douro”, de vinhos mais frescos e, a par, estruturados. O que implica explorar micro parcelas das vinhas Costa Boal em zonas mais altas do Douro, que possam assegurar o equilíbrio entre maturação e acidez das uvas sem necessidade de grande intervenção na adega, como é filosofia dos vinhos Costa Boal.

O novo reserva branco da Costa Boal junta-se ao tinto Homenagem 2011, um vinho igualmente com capacidade de guarda lançado em outubro de 2019. Estes dois rótulos topo de gama do produtor são também um tributo ao pai Augusto Boal, viticultor toda a vida no Douro.

Varietais com acidez bem marcada

No percurso de regresso de António Boal às origens, a Costa Boal acrescenta às novidades deste outono dois varietais do Douro das castas Sousão e Tinto Cão.

Estes monocasta têm como matriz comum a acidez bem marcada. Casta muito antiga do Douro, usada historicamente para equilibrar lotes que tinham falta de acidez, a Tinto Cão colhida na vinha da Costa Boal em Vilar de Maçada, Douro, proporciona “uma maturação fenólica excecional”, valoriza Paulo Nunes: “Deu-me muito gozo acompanhar a vindima desta casta. Não necessitamos de chegar aos 13 graus de teor alcoólico para termos a riqueza de taninos, que vai permitir ao vinho envelhecer nobremente”.

Igualmente marcante em termos de acidez, o Costa Boal Sousão 2017 revela excelente estrutura e volume de boca, proporcionando, pelo conjunto das suas qualidades, um vinho de longa guarda.

A gama Costa Boal inclui ainda dois vinhos do Porto, legado de família, um Vinho do Porto centenário, lançado o ano passado, e o Porto Vintage 2014, agora colocado no mercado. Terá ainda um branco e um tinto de gama mais acessível, já engarrafados e na linha de espera para chegar ao mercado. No momento certo.

Palácio dos Távoras Gold Edition 2017

Criar os novos monocastas da Costa Boal foi “desafiante”, reconhece Paulo Nunes, mas o regresso aos vinhos de lote, agora na adega de Trás-os-Montes de Costa Boal, é sempre um mundo de complementaridades que o enólogo valoriza.

O Palácio dos Távoras Gold Edition 2017 tem este outono a segunda edição, dando assim continuidade à gama de vinhos de qualidade superior que a Costa Boal produz em Trás-os-Montes, a partir de uvas colhidas na Vinha Velha da Quinta dos Távoras.

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